segunda-feira, março 12, 2007

trincheira

Às vezes a batalha chega a um ponto que você não pode mais avançar e também não pode recuar. Tiros, bombas, barulhos e escuridão por toda a parte. Mas você precisa guardar sua posição a qualquer custo. Não há mais como fugir ou desistir. Só a resta a batalha de continuar lutando, a qualquer custo, sem poder pensar em desistir ou fraquejar. A sobrevivência na guerra depende desta ação instintiva, desesperada. Alguns lutam junto com você (você nem sabe mais quantos - e se próximos ou distantes) mas esta batalha é muito mais solitária do que qualquer outra. Não há espaço para pausa ou descanso. Pois ela é o ápice desta guerra que você enfrenta, seus momentos decisivos. E você não pode pensar em perder, apenas lutar e prosseguir. O inimigo pode estar a poucos passos e você precisa continuar atento. A trincheira é o último recurso, mas não há outra solução. Não há mais abstração nem locura. Só a realidade no grau áximo de sua intensidade. Você precisa continuar, mesmo que estático, mesmo que  que o momento não passe, que o tempo congela, que seu corpo fraqueja. A trincheira é o seu limite e sua única esperança.

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